Publicado em: 17/11/2011 - Por Jay Alabaster | IDG NOWSharp lança tablet com tela de 7 polegadas e chip dual-core
Empresa japonesa afirma que tirar o Galapagos do mercado não é uma opção, e apresenta novo produto com Android 3.2 e WiMax.
A Sharp afirmou nessa quarta-feira (16/11) que não tem planos de abandonar sua linha de tablets Galapagos e anunciou um novo modelo de 7 polegadas que também pode ser utilizado como roteador WiMax.
A companhia lançou três tablets em dezembro do ano passado e declarou que esperava competir com o iPad da Apple e com o Kindle da Amazon no Japão. Contudo, dois modelos foram descontinuados apenas noves meses depois, sem que fossem repostos, o que levou os analistas e a mídia local a especularem que a empresa deixaria logo o setor por completo.
Entretanto, Masami Obatake, gerente de uma das divisões de produtos de consumo, disse aos repórters em Tóquio que a multinacional continuará a lançar produtos. “Não estamos tirando o Galapagos do mercado, estamos dando continuidade ao desenvolvidmento” explicou.
Obatake discursou no evento de lançamento do tablet de 7 polegadas da empresa, que pode manter uma rede WiMax doméstica com capacidade de fornecer conexão para até sete aparelhos. A versão japonesa da tecnologia de wireless de alta velocidade é fornecida no país pela empresa de telecomunicações UQ e atinge velocidades de 40Mbps, com uploads de até 10Mbps.

Além dos apps, tablet também pode montar hotspot wi-fi de alta velocidade
O novo tablet Galapagos, que começará a ser vendido a partir do dia 17/12 no Japão, também possui processador dual-core da Nvidia, câmeras frontal e traseira, e 16 GB de RAM. Ele pesa cerca de 400 gramas e vem com Android 3.2 instalado.
Quando a Sharp anunciou pela primeira vez seus tablets, os classificou como e-readers avançados, limitados ao software de e-books da companhia, com pouco suporte a áudio e vídeo. Dessa vez, o novo produto está sendo chamado de “tablet mídia” e inclui aplicações padrão como Android Market, YouTube e Gmail.
Galapagos é um termo que tem sido usado para descrever a indústria móvel japonesa, que desenvolve dispositivos avançados que conquistam pouco sucesso fora do país. A linha de tablets da Sharp é vendida atualmente apenas no Japão, e a companhia ainda não anunciou o preço do aparelho.